
3º Domingo da Quaresma
03 de Março de 2013
Domingo da figueira estéril
03 de Março de 2013
Domingo da figueira estéril
Somos peregrinos com Jesus rumo a Páscoa. Eis que chegamos ao terceiro domingo da Quaresma.
Após termos celebrado os domingos das “tentações” e da “transfiguração” de Jesus, a liturgia da palavra ressalta a urgência da conversão pela renovação batismal. A conversão se traduz na resposta de fé à paciência de Deus.
A Quaresma é o tempo da paciência de Deus, é o tempo que ele nos dá para que possamos produzir os frutos da justiça e da fraternidade.
Hoje, recebemos de Jesus o mandato de trabalhar pela nossa conversão e de produzir frutos de paz e de justiça.
Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que acontece em todas as pessoas e grupos que lutam pela justiça no mundo e produzem frutos de paz.
Derramarei sobre vocês uma água pura e serão purificados de todas as faltas. Darei a vocês um novo espírito! (Ez 36,23-26)
Alguns vieram contar a Jesus sobre o massacre ocorrido em Jerusalém com um grupo de galileus num choque com a polícia de Pilatos. Outro fato estava no ar: a morte de 18 pessoas num acidente, quando desabou a torre de Siloé. Jesus procura interpretar os fatos, levando seus ouvintes a repensar a sua própria vida. É inútil procurar nesses acontecimentos marcas de um castigo divino. Jesus aponta para a consciência coletiva do pecado e para a responsabilidade conjunta, chamando todos à conversão. O que é desgraça para uns, seja para outros advertência.
E Jesus, conhecendo a conduta dos chefes religiosos do seu tempo, cheios de hipocrisia, evoca a imagem da figueira estéril. Em Marcos e Mateus, Jesus amaldiçoa a figueira para que ela não produza mais fruto. Lucas transforma este ato profético de Jesus em parábola da paciência e numa chamada à conversão. Como a videira, a figueira pode ser símbolo de Israel, e o fruto refere-se às suas ações. O dado particular da parábola é a intervenção do vinhateiro pedindo tempo ao dono da vinha.
A figueira é imagem do discípulo, chamado a dar fruto, a viver em contínua conversão. O caminho de conversão possui também uma dimensão coletiva e pede uma ação conjunta, como comunidade, como Igreja, como sociedade. Não podemos sustentar a idéia segundo a qual o pobre se torna culpado por ser pobre, ou o doente por ter cometido algum erro em sua vida. Deus não nos quis salvar individualmente, mas como povo (cf. LG 9). A campanha da fraternidade, a cada ano, é um gesto coletivo da Igreja, como resposta à Palavra de Deus.
Na assembléia litúrgica, nós nos reunimos como comunidade para escutar a palavra e repartir o pão. Acolhemos com alegria a revelação que Jesus nos faz de Deus, paciente conosco em seu amor, e pedimos a graça de sermos fecundos no caminho que ele nos propões.
