SEXTA-FEIRA SANTA DA PAIXÃO DO SENHOR
29 de março de 2013 

1. Aprofundando os textos bíblicos: Isaías 52,13- 53,12; Salmo 31(30); Hebreus 4,14-16; 5,7-9; João 18,1-19,42

João narra a paixão e a morte de Cristo à luz da fé pascal, como glorificação de sua obra salvífica. Sua morte é consequência do compromisso com a vida e a verdade: Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade (18,37). A negação de Pedro enfatiza a dificuldade dos discípulos de testemunhar a fé, num contexto de opressão, violência e perseguição. Pilatos entrega Jesus para ser crucificado, sendo incapaz de acolher sua verdade como Filho de Deus. 

Ciente da missão concluída, Ele entrega o espírito: Tudo está consumado. Assim, Cristo doa a vida por própria vontade (10,18). Do lado aberto jorra sangue, derramado para a salvação e água, sinal do Espírito doado por Jesus glorificado (7,38-39). 


José de Arimatéa e Nicodemos se preocupam com o corpo de Jesus, providenciando os aromas para a unção, além de envolvê-lo em faixas de linho, para a sepultura, segundo o costume judaico. O quarto cântico do Servo é situado no exílio, onde o sofrimento era associado às infidelidades (1ª leitura). 

O servo carrega as dores e os pecados da multidão; terá êxito na missão e será exaltado através da vida doada. Ele se torna figura de Cristo, na perspectiva cristã. Jesus, na hora de sua morte, proferiu a prece de confiança, como o salmista que entrega o espírito nas mãos do Deus fiel. A 2ª leitura acentua o valor salvífico da morte de Jesus, o Filho de Deus, o sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas.


2. Atualizando

Cristo, por meio da paixão e morte, nos comunica o amor “maior”, aquele que dá a vida pelos próprios amigos (Jo 15,13). Ele permaneceu fiel à missão, ensinando-nos a confiar e a colocar nossa esperança de libertação, nas mãos do Pai.



3. A palavra de Deus na celebração

Numa atitude de silêncio, contemplamos tão grande mistério da nossa salvação: Cristo, Servo humilhado, desfigurado e maltratado foi crucificado e morto na cruz. Com o autor da carta aos Hebreus professamos: “Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem”.